domingo, 14 de fevereiro de 2010

leituras demoradas: lua lobeira

julio llamazares: luna de lobos. seix barral. barcelona 2006.

nom lera nada de julio llamazares, apesar da recomendadíssima por muita gente lluvia amarilla. lim este porque andava a buscar livros sobre a guerra civil para dar-lhe a ler ao meu alunado.
como eu gosto do tema da guerra e nom digo isso de outro livro mais sobre a guerra civil, lim-no com muito gosto. porque trata um tema que a mim me apaixona por desconhecido, por ignorado na história oficial, o dos maquis. todas essas pessoas que durante anos vivêrom agachadas nos montes, meio mortas meio vivas, fazendo filhos em escapadelas nocturnas, evitando o contacto com o resto do mundo, a sós na espesura e selváticos já nos costumes.
livro muito intenso. fermoso. e de léxico mui galego de tam leonês.

leituras demoradas: quem é nacionalista?

juan carlos moreno cabrera: el nacionalismo lingüístico. península. barcelona 2008.

andárom polo youtube duas conferências deste filólogo das que gostamos muito muitos galegos e algumhas filólogas hispânicas: era um madrilenho a defender a diversidade linguística das espanhas. quedei com vontade de ler-lhe algo mais sisudo, mais argumentado e mais profundo que essas palestras divulgativas.
e este era um dos livros a ler. de título provocador tam como o desenho da capa. porque esse nacionalismo linguístico do que fala [e parafrasseando xurxo souto, fala bem] nom é o nosso [e por estensom o euskaldum ou o catalám] mas o nacionalismo imperialista de certa escola filológica espanhola que impujo os seus prejuízos e os seus critérios de tratamento a grande parte da sociedade espanhola.
moreno cabrera centra-se no tratamento dado às línguas nativas americanas e ao andaluz para assertar a sua teoria, quiçás para afastar um pouco o discurso e sair-se da actualidade das polémicas autoanémicas actuais. a sua tese é que o nacionalismo linguístico espanhol utiliza a terminologia técnico-científica da linguística para disfarçar de neutralidade o seu posicionamento ideológico, em realidade etnocéntrico, hegemónico, elitista e espanholeiro. penso que, ao longo da leitura, a tese de moreno cabrera fica demostrada com claridade.



leituras demoradas. moscoscoia 2

wisława szymborska: aquí. bartleby editores. madrid 2009.

e como gostei tanto da moscoscoia, andei a procurar mais traduçons dela e um dia, há nada, entrevistárom-na no babélia porque os de bartleby [grande catálogo editorial, por certo] sacavam o seu último poemário.
comprei-no, lim-no e venceu-me. penso que simplesmente o poema que abre o volume e que titula o livro, vale por toda a obra completa de muito poeta que anda ceivo polo mundo, eu incluida.

leituras demoradas: lembranças

zeina abirached: me acuerdo beirut. traduçom: lucía bermúdez carballo. sinsentido. madrid 2008.

pequeno e delicioso álbume ilustrado no que a autora, ao modo de persépolis, lembra a sua neinice justo durante a guerra do líbano. em realidade nom sei se é banda desenhada ou um loooongo poema ilustrado. e gostei muito porque devemos ser de idades semelhantes e temos recordos parecidos, ela lá no beirute da guerra e eu cá, no fojo sem bombas nem bairros derruidos.

Leituras demoradas: a moscoscoia.

wisława szymborska: Paisaje con grano de arena. ana maría moix e jerzy wojciech slawomirski (tr.). lumen. barcelona 1997.

quem leia este blogue sabe já que quando me familiarizo e intimo com algum/ha autor/a, personalizo o seu nome para o fazer mais meu. esta mulher tam difícil de pronunciar para mim transformou-se na moscoscoia. que andas a ler, susana? buff, ando enganchada na moscoscoia. wisława chegou a mim atravês de marro, outra das minhas companheiras da escola [quem leia este blogue também pode cair na conta de que na minha escola há um grande viveiro de pessoas leitoras]. wisława chegou a mim atravês de marro e apaixonei. custou-me entrar nela porque a traduçom, inicialmente, fazia-se-me muito falsa: até tinha rima. e nom podia ser. como ia sair rimada umha traduçom do polonês ao castelhano?? mas umha vez que entrei no jogo, nom puidem sair dele. irónica, tenra, quotidiana, directa, profunda... a poesia de wisława vale, penso, incluso para aquelas pessoas que nom leiam muito deste gênero.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Leituras demoradas. as deusas.

jean shinoda bolen: las diosas de cada mujer: una nueva psicología femenina. kairós. barcelona 2002.

outra recomendaçom da minha colega carmen. leitura junguiana sem ter lido nunca jung. reviravolta feminista deste autor para fazer-nos descobrir às mulheres qual é o arquétipo, inspirado nas figuras de sete deusas gregas domina o nosso carácter. ameno e divertido, sobretodo se vas colocando deusas a cada mulher que conheces (eu vejo-me meio artemisa meio afrodita...). Seique tem umha segunda parte com mais arquétipos (e portanto mais matizes).

Leituras demoradas. café budapest


afonso zapico. café budapest. astiberri. bilbo 2008.

entrando-lhe á banda desenhada. umha delícia. a eterna história de amor entre pessoas de famílias rivais, de culturas diversas e o horror do genocídio nazista de fundo.